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Sacerdócio: As dificuldades e a magnificência desta vocação

"O sacerdote tem as chaves dos tesouros celestiais; é o procurador de Deus, é o ministrador de seus bens."

(São João Maria Vianney)


O sacerdote, homem entregue aos pés de Nosso Senhor! Ah!, se soubéssemos o valor que ele tem, cairíamos aos seus pés, pois no sacerdote esta representado a figura do próprio Jesus Cristo. Grande é a graça que foi concedida a este homem; Ele foi retirado do meio de uma multidão de pessoas e posto num ambiente totalmente diferente do que vulgarmente chamamos de “mundão”, ele é um tesouro escondido pelo fato de ter uma graça tão grande em sua alma, é um homem que carrega o peso de muita responsabilidade, afinal, como disse, ele age na pessoa de Cristo.

Este tesouro que o sacerdote traz não é visível, pois, tal esta guardado dentro de sua alma e por isso ele não o fica mostrando, mas é consciente que se der oportunidade e deixar a chave da sala que esconde tanta riqueza ele será saqueado. Você ao ler estas palavras deve estar pensando que então o sacerdote é um ser divino, quase angelical, porém, não se engane! O sacerdote não passa de um homem sacrificado que carrega com grande amor e com muita perseverança a vocação que Deus lhe deu, e, por isso, consegue exercer tudo com plenitude, pois, foi Deus quem lhe presenteou com tal vocação. É evidente que Deus sempre tem em vista a liberdade pessoal afinal o Criador nos criou homens livres, Ele quer que o escolhido aceite o presente e ao abri-lo, veja que é algo que a quantia de dinheiro que tu conseguires pensar, nunca poderá comprá-lo.

Mas não pense que o sacerdócio é mil maravilhas, efetivamente não! Afinal o demônio odeia os sacerdotes, pelo simples motivo de serem outro Cristo aqui na terra. Por isso, vou elencar agora três situações, dentre as muitas, que podem acontecer na vida de um sacerdote, mais especificamente no seu ministério sacerdotal. O que intitulo como crise sacerdotal, faz, certas vezes, com que o sacerdote caia em pecado mortal, sim! O sacerdote também peca pois também é humano, e com isso, descrever-te-ei as seguintes “tristezas” deste período, que já lhe adianto, é vencido com muitos méritos e honras.

A primeira das tristezas é não poder celebrar o Santo sacrifício do Senhor, a Missa. O sacerdote que em pecado mortal celebra a Santa Missa, comete sacrilégio, porém a validade do sacramento não depende do estado do sacerdote, ou seja, não é por ele estar em pecado mortal que Cristo na consagração, não transformara o pão em seu próprio corpo. O pecado se não combatido destrói a alma, e quando referido ao sacerdote, é mais sério, pois, o sacerdote tem por uma das missões, renovar a paixão de Nosso Senhor até o fim de sua vida, e ele o faz na Santa Missa, ou seja, este banquete onde recebemos como alimento para a alma o Corpo de Cristo, é o sentido da vida sacerdotal, pois ali não é mais o sacerdote, afinal ele esta configurado com Cristo, mas é o Próprio Jesus que habita na pessoa do Padre.

A segunda tristeza é quando o Padre deixa de rezar. Aqui temos um ponto muito forte, não só para o sacerdote mas para todo o católico, pois, Nosso Senhor disse para pedirmos e Ele nos daria o que pedíssemos, é claro com a única condição de que aquilo fosse para nosso crescimento espiritual ou material, sempre prudencialmente. Bom se um leigo deixa de rezar há um grave problema, pois é um sinal de que perdeu ou esta em processo de perder a sua fé, então, imagine se um sacerdote deixar de rezar! Que tristeza; Afinal é ele o homem que tem uma proximidade tão grande com Nosso Senhor, intercede pelo seu rebanho, oferece sacríficos incansavelmente pelo povo. Deixar de rezar, é por Jesus de escanteio, deixá-lo lá no cantinho e voltar-se ao próprio ego. Um pecado que devemos tomar o cuidado de não cair, aliás, como deveríamos fazer com todo o pecado.

A terceira e ultima tristeza é a ocasião do pecado. Veja, em si a ocasião não é má, afinal, vencendo-a ganhamos mérito perante Nosso Senhor e crescemos espiritualmente, tendo força e vitalidade para vencermos mais e mais tentações advindas. Porém a tentação que é consentida é um perigo a alma, pois, nossa alma já esta manchada com o pecado original, então, temos uma tendência e de certo modo, uma debilidade na luta contra o pecado, digo isto no sentido de que não somos fortes o suficiente para vencermos por nossas forças a tentação do demônio, pois, meu caro, com o demônio não há conversa! Ele não quer nosso bem, repito, com o demônio não há conversa! Não pense que satanás é burro, para um anjo decaído ele é bem esperto, porém, a graça de Nosso Senhor e o poder do pé de Nossa Senhora esmagam-no, e dão a quem pede, a graça de vencer as tentações.

Mas você ao ler isso deve estar pensando que ser sacerdote então é algo ruim. Meu caro, digo, não eu, mas um sábio homem que: “Ao sacerdote foi dado o que aos anjos não foi concedido: A graça de na pessoa de Jesus Cristo, oferecer o Sacrifício da Missa”, por isso, não há vocação mais sublime que está, é uma graça que supera todo nosso entendimento, podemos até descrever o sacerdócio com simples palavras, como faço eu agora, porém é algo que só entendemos quando o vivemos. Então meu caro, não te sintas dominado pelo medo com o que acabo de escrever-te, lembre-se: Se Deus te escolheu, ele á de te dar os meio para viver esta vida de entrega. Insisto, Não tenhais medo! Procure ser generoso na sua reposta, afinal, se Deus te chama, porquê não responde-lo? Ele sabe o que é melhor para todos nós, e como ninguém é bom juiz da própria causa, cabe a nós, somente obedecê-lo, amá-lo e se debruçar sobre seus braços.

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